Estimativa aponta crescimento de 2,2% na produção brasileira, impulsionado principalmente pelas culturas de soja e milho.
A produção brasileira de grãos deverá atingir 360,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, equivalente a um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.
O avanço da safra é sustentado principalmente pela expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional deve permanecer em 4.311 quilos por hectare.
A soja permanece como principal destaque da temporada. A Conab estima uma colheita recorde de 180,6 milhões de toneladas, resultado 5,3% superior ao da safra anterior. O desempenho é atribuído ao aumento da área plantada, à adoção de tecnologias no campo e às condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras.
Para o milho, a expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4% em comparação ao ciclo passado. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a colheita da segunda safra segue em andamento. Apesar do ritmo abaixo da média histórica, a Companhia mantém a previsão de 109,4 milhões de toneladas para essa etapa, além de 2,7 milhões de toneladas na terceira safra.
Regionalmente, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Em contrapartida, períodos de estiagem entre abril e maio reduziram o potencial produtivo em áreas de Goiás, Minas Gerais e Piauí.
No algodão, a estimativa é de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Mesmo com retração de 3,2% na área cultivada, o aumento de 2,8% na produtividade deve compensar a redução, favorecido pelo clima durante o ciclo produtivo.
Já o arroz deverá encerrar a safra com 11,1 milhões de toneladas, queda de 13,1% em relação ao ciclo anterior, reflexo da menor área plantada. O feijão também apresenta redução, com produção estimada em 3 milhões de toneladas, volume 1,4% inferior ao da temporada passada, embora a Conab avalie que a oferta seguirá suficiente para atender ao mercado interno.
Entre as culturas de inverno, o trigo registra a maior retração. A produção está projetada em 6 milhões de toneladas, redução de 23,5%, influenciada tanto pela diminuição da área semeada quanto pela expectativa de menor produtividade.
A Conab também revisou as projeções de estoques finais. Para o milho, a previsão é de estoque de passagem próximo de 14,5 milhões de toneladas ao término da safra 2025/26. No algodão, as exportações podem alcançar 3,38 milhões de toneladas de pluma, enquanto os estoques finais devem atingir 2,67 milhões de toneladas. Já para a soja, o estoque foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, refletindo a elevação das estimativas de processamento interno e das exportações.

