Tecnologia amplia a qualidade das lavouras, fortalece a sustentabilidade e reduz os impactos climáticos na produção agrícola
A adoção de bioestimulantes na agricultura vem ampliando seu impacto sobre a cadeia de alimentos, contribuindo para a produção de matérias-primas com maior qualidade, regularidade de abastecimento e menor exposição aos efeitos das mudanças climáticas.
O avanço dessas tecnologias acompanha a crescente demanda por frutas, hortaliças e outras culturas produzidas com práticas mais sustentáveis e alinhadas às exigências dos mercados internacionais.
Segundo relatório da consultoria DunhamTrimmer, o mercado global do segmento movimentou US$ 4,47 bilhões em 2025. A projeção é de crescimento médio anual de 9,9% até 2030, desempenho superior ao observado em segmentos tradicionais de insumos agrícolas.
Frutas e vegetais concentram mais da metade da demanda mundial por bioestimulantes, refletindo a importância dessas soluções para culturas nas quais atributos como qualidade, vida útil e resistência a estresses hídricos e térmicos influenciam diretamente o desempenho ao longo da cadeia de abastecimento.
O desenvolvimento tecnológico também impulsiona esse mercado. Formulações à base de extratos de algas, ácidos húmicos, aminoácidos e microrganismos benéficos vêm sendo empregadas para otimizar o aproveitamento de nutrientes, fortalecer o desenvolvimento fisiológico das plantas e aumentar a tolerância das lavouras a condições climáticas adversas.
Na América Latina, a expansão acompanha o papel estratégico da região como fornecedora de alimentos frescos para o mercado internacional. Avaliado em US$ 600 milhões em 2024, o mercado regional de bioestimulantes representa cerca de 17% da receita global e deverá crescer, em média, 8% ao ano até 2034, com o Brasil liderando esse movimento.
Além dos ganhos agronômicos, a utilização desses insumos tem contribuído para atender requisitos relacionados à sustentabilidade, rastreabilidade e redução de resíduos químicos, fatores cada vez mais relevantes para o acesso aos mercados internacionais e para o fornecimento de matérias-primas destinadas à indústria de alimentos.

