Projeção aponta crescimento de 38% nas ativações de drones agrícolas e reforça o avanço da agricultura de precisão no mercado brasileiro
A adoção de drones agrícolas segue em ritmo acelerado no Brasil e deve impulsionar um mercado superior a R$ 2 bilhões em 2026. A estimativa é que mais de 11 mil novos equipamentos entrem em operação ao longo do ano, crescimento de 38% em relação a 2025, consolidando a tecnologia como um dos principais pilares da agricultura de precisão.
Os dados são da Xmobots, empresa brasileira de drones e parceira oficial da DJI Agriculture no país. Segundo a companhia, o aumento no número de ativações, aliado ao ticket médio do segmento, sustenta a expectativa de expansão do mercado, mesmo diante de um cenário mais desafiador para outros setores do agronegócio.
Enquanto a indústria de máquinas agrícolas projeta retração entre 15% e 20% em 2026, conforme estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a demanda por soluções de pulverização aérea e monitoramento remoto continua em alta, impulsionada pela busca por maior eficiência operacional e redução de custos.
Além da comercialização de equipamentos, a Xmobots investe em tecnologias voltadas à digitalização das operações agrícolas. Entre as soluções desenvolvidas pela empresa está a integração entre a linha de drones SPAD e a plataforma DAASFY, que pode reduzir em até 58% os custos operacionais quando comparada aos métodos convencionais de pulverização. Outro diferencial é a operação em Swarm, autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que permite o uso simultâneo de dois drones agrícolas por um único piloto.
A crescente adoção da tecnologia acompanha mudanças no perfil das propriedades rurais. Os drones passaram de ferramentas complementares para ativos estratégicos, permitindo aplicações mais precisas, menor desperdício de insumos, operações após períodos de chuva e redução dos danos causados pelo tráfego de máquinas sobre as lavouras.
Para Rafael Fernandes, diretor de Vendas Agro da Xmobots, o mercado vive uma fase de consolidação. Segundo o executivo, a discussão deixou de ser sobre a adoção da tecnologia e passou a focar na maximização dos ganhos em produtividade, precisão operacional e retorno sobre o investimento, fatores que sustentam a expansão prevista para 2026.

