Tecnologia combina amicarbazona e S-metolacloro em formulação microencapsulada para ampliar a estabilidade e prolongar o desempenho na cana.
A Pilarquim (Shanghai) obteve na China o registro de uma nova formulação que combina amicarbazona e S-metolacloro para aplicação em áreas de cana-de-açúcar. O produto utiliza tecnologia de microencapsulação e representa a primeira autorização da amicarbazona para essa cultura no país, além de ser o primeiro registro do ativo em uma formulação com microcápsulas.
A novidade apresenta concentração de 40% dos dois ingredientes ativos e utiliza o formato de suspensão de microcápsulas combinada a concentrado em suspensão (ZC). A proposta é reunir mecanismos complementares para o manejo de espécies anuais nas lavouras de cana.
A amicarbazona pertence ao grupo químico das triazolinonas e foi originalmente desenvolvida pela Bayer em 1988, com a tecnologia posteriormente transferida para a Arysta LifeScience. O ingrediente é utilizado no controle de gramíneas e espécies de folhas largas em culturas como milho e cana-de-açúcar.
Já o S-metolacloro é um ativo utilizado em aplicações de pré-emergência e atua sobre processos relacionados à síntese de ácidos graxos de cadeia longa. A combinação foi desenvolvida para proporcionar ação inicial e efeito residual prolongado, características direcionadas à janela de aplicação anterior à emergência na cultura.
Microencapsulação diferencia formulação
Um dos principais elementos tecnológicos do produto está na forma como o S-metolacloro é incorporado à formulação. A tecnologia proprietária foi desenvolvida pela Shanghai Mindleader, empresa ligada à Pilarquim, e possui pedido de patente na China.
O processo utiliza polimerização in situ para formar microcápsulas que envolvem o S-metolacloro. Posteriormente, o ingrediente encapsulado é combinado a uma suspensão de amicarbazona finamente moída para formar o concentrado ZC.
Segundo as informações divulgadas pela companhia, a abordagem foi desenvolvida para melhorar características como integridade das cápsulas, uniformidade do tamanho das partículas e estabilidade da formulação.
Ensaios de armazenamento apresentados pela empresa mostraram taxas de suspensão superiores a 93% após 14 dias a 54 °C e sete dias a 0 °C.
Ensaios avaliam desempenho em cana-de-açúcar
Testes de campo também foram conduzidos para avaliar o comportamento da formulação ao longo do tempo. Dez dias após a aplicação, os índices de controle ficaram entre 83% e 89%, segundo os dados apresentados.
O desempenho atingiu os maiores níveis entre 20 e 30 dias depois da aplicação e permaneceu acima de 81% aos 50 dias.
A combinação entre diferentes ingredientes ativos e a microencapsulação busca oferecer uma alternativa tecnológica para programas de manejo em cana-de-açúcar, especialmente diante da procura da indústria por novas estratégias de formulação e por opções complementares a moléculas tradicionalmente utilizadas nesse mercado.
Com o registro, a Pilarquim passa a introduzir comercialmente no mercado chinês uma aplicação de sua tecnologia de microencapsulação em proteção de cultivos. A companhia afirma que pretende continuar utilizando tecnologias de formulação como uma das frentes para o desenvolvimento de novos produtos agrícolas.

