Investimento de €17,2 milhões impulsiona a expansão da tecnologia de plasma da VitalFluid no Reino Unido e sua entrada nos Estados Unidos.
A VitalFluid concluiu uma rodada Série A de €17,2 milhões para ampliar a aplicação comercial de sua tecnologia de plasma voltada à proteção de cultivos. O investimento será direcionado principalmente à expansão das operações no Reino Unido e à entrada da empresa no mercado dos Estados Unidos.
A tecnologia desenvolvida pela companhia permite que produtores obtenham, no próprio local de cultivo, um produto destinado ao manejo de fungos a partir de três recursos: água, ar e eletricidade. Segundo a empresa, o material resultante apresenta ação antimicrobiana e posteriormente é absorvido pela planta como nutriente, sem deixar resíduos prejudiciais sobre a cultura.
A proposta busca reduzir a dependência de produtos químicos convencionais para proteção vegetal. Para facilitar sua adoção nas propriedades, o produto pode ser aplicado com equipamentos de pulverização já utilizados pelos agricultores, sem exigir uma mudança significativa na rotina operacional.
Após uma série de testes e projetos-piloto, a VitalFluid avançou para aplicações comerciais. No Reino Unido, produtores de morango já utilizam a tecnologia em mais de 100 hectares. De acordo com a companhia, nesses locais o uso de produtos químicos destinados ao controle de mofo foi quase totalmente substituído pela nova abordagem.
A experiência com produtores britânicos também representa uma etapa importante para a estratégia de internacionalização da empresa, ao demonstrar a aplicação da tecnologia fora do ambiente experimental e em escala comercial.
Com os novos recursos, a VitalFluid pretende aumentar sua capacidade operacional no mercado britânico e iniciar sua expansão nos Estados Unidos.
A rodada foi coliderada pela Invest-NL e contou com a participação da Alder Tree Investments e dos atuais acionistas Horticoop, BOM, Future Food Fund, Graduate Ventures, Innovation Industries, VDL e Goeie Grutten. O financiamento inclui ainda €2,7 milhões provenientes de um Innovation Loan concedido pela agência holandesa RVO.

