Embarques do setor agro somaram US$ 9,9 bilhões até agosto, com avanço das vendas para mercados do Oriente Médio e norte da África.
As exportações do agronegócio brasileiro para os 22 países árabes mantiveram trajetória de crescimento nos primeiros oito meses de 2026. Entre janeiro e agosto, os embarques do setor movimentaram US$ 9,897 bilhões, alta de 6,81% em relação ao mesmo período anterior, segundo levantamento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.
O agro respondeu por aproximadamente 75% dos US$ 13,38 bilhões exportados pelo Brasil para esses mercados no período. Considerando todos os setores, as vendas brasileiras avançaram 5,75%.
Entre os principais produtos da pauta agropecuária estão açúcar, cereais e proteínas animais. A carne bovina movimentou US$ 1,177 bilhão, crescimento de 20,23%, enquanto os embarques de carne de frango alcançaram US$ 2,169 bilhões.
Mercados ampliam compras de produtos brasileiros
Alguns destinos apresentaram expansão expressiva. As exportações agropecuárias para o Iêmen cresceram 52,08%, chegando a US$ 270,56 milhões, enquanto Omã registrou avanço de 53,73%, para US$ 292,85 milhões.
A Jordânia também ganhou relevância na movimentação comercial, com crescimento de 55,23% das importações brasileiras, que atingiram US$ 489,76 milhões. O país tem sido utilizado ainda como corredor terrestre para mercadorias destinadas ao mercado iraquiano.
As operações ocorrem em meio a desafios logísticos na região do Golfo, levando empresas a recorrer a rotas intermodais que combinam transporte marítimo e rodoviário para manter o abastecimento.
Norte da África impulsiona desempenho
O norte da África apresentou o maior crescimento regional das compras de produtos brasileiros no período. As exportações para os países árabes da região avançaram 13,75%, alcançando US$ 5,674 bilhões.
O Egito liderou os destinos, com US$ 2,518 bilhões em compras e crescimento de 34,70%. Na sequência, a Argélia movimentou US$ 1,634 bilhão, avanço de 6,61%.
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, os resultados demonstram a capacidade dos exportadores brasileiros de adaptar suas operações comerciais e logísticas diante das restrições internacionais, enquanto os mercados árabes mantêm demanda relevante por produtos agropecuários do país.

