Negociação reforça a estratégia de otimização do portfólio da Raízen e amplia a presença da Adecoagro no Mato Grosso do Sul.
A Raízen anunciou a venda da Usina Caarapó, localizada em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro por R$ 760 milhões. A operação, que ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento das condições previstas em contrato, integra a estratégia da companhia de otimizar seu portfólio de ativos e aumentar a eficiência operacional.
O pagamento será realizado à vista na conclusão da transação. O acordo também contempla a cessão da cana-de-açúcar própria e dos contratos com fornecedores vinculados à unidade, que processou aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26.
Segundo a Raízen, a negociação faz parte da simplificação de suas operações, com foco na rentabilidade do portfólio agroindustrial. Após a conclusão da venda, a empresa passará a operar 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de cerca de 69 milhões de toneladas de cana por safra.
Para a Adecoagro, a aquisição fortalece sua atuação em Mato Grosso do Sul. A Usina Caarapó está localizada próxima às unidades de Angélica e Ivinhema, permitindo a integração das operações em um modelo de cluster, com potencial para ampliar a capacidade de moagem, compartilhar infraestrutura e gerar ganhos de eficiência por meio de investimentos adicionais.
De acordo com Renato Junqueira Santos Pereira, vice-presidente de Açúcar, Etanol e Energia da Adecoagro, a incorporação da unidade representa uma expansão natural da presença industrial da companhia no estado e cria oportunidades para elevar a eficiência operacional das operações regionais.
A Adecoagro atua na produção de alimentos e energia renovável na Argentina, Brasil e Uruguai. A empresa possui 210,4 mil hectares de terras agrícolas e operações industriais nos três países, com produção anual de 3,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas, 1,3 milhão de toneladas de fertilizantes e mais de 1 milhão de MWh de eletricidade renovável.
Esse formato mantém a Raízen como protagonista, mas evita enfatizar o contexto da recuperação extrajudicial, preservando um enfoque estratégico e alinhado a um portal de agronegócio.

