Ganhos de produtividade e investimentos fortalecem a pecuária leiteira e ampliam a competitividade do país.
A Nova Zelândia caminha para registrar um novo recorde na produção de leite em 2026, com estimativa de 22,1 milhões de toneladas, mesmo operando com um rebanho inferior ao pico histórico alcançado em 2018. O desempenho reflete avanços em produtividade e reforça a posição do país entre os principais exportadores globais de lácteos.
Além do aumento da eficiência nas propriedades, a rentabilidade da atividade tem favorecido novos investimentos no setor. Com preços pagos ao produtor acima do ponto de equilíbrio e recursos distribuídos pela cooperativa Fonterra, os pecuaristas ampliam sua capacidade de investimento e fortalecem a competitividade da cadeia leiteira.
De acordo com informações de Agro Contexto, a projeção também é sustentada pela retenção de vacas no sistema produtivo e pelo crescimento estimado de cerca de 1% no rebanho em ordenha. A combinação entre maior produtividade por animal e expansão da base produtiva contribui para o avanço esperado da produção.
Paralelamente, a estratégia da Nova Zelândia inclui ampliar a participação de produtos lácteos de maior valor agregado, como queijos, fórmulas infantis e ingredientes funcionais, além de diversificar os mercados de exportação. A iniciativa busca reduzir a dependência de destinos específicos e fortalecer a presença do país no comércio internacional.
Mesmo diante de desafios como custos de produção elevados e riscos climáticos, o setor leiteiro neozelandês segue investindo em eficiência produtiva e inovação, consolidando um modelo que combina produtividade, rentabilidade e agregação de valor ao longo da cadeia.

