Novo herbicida PPO amplia o controle de plantas daninhas, com registros iniciados no Brasil e na Austrália.
A BASF Agricultural Solutions iniciou o processo de registro global do Replexor Active (fendioxipiracila), novo ingrediente ativo herbicida desenvolvido para ampliar as alternativas de manejo de plantas daninhas resistentes. Os primeiros dossiês regulatórios serão apresentados no Brasil e na Austrália, seguidos por Estados Unidos e Argentina em 2027.
Caso obtenha as aprovações necessárias, a companhia prevê introduzir a tecnologia comercialmente por volta de 2030. No auge de sua adoção, a estimativa da BASF é que o ingrediente possa integrar programas de manejo de plantas daninhas em mais de 50 milhões de hectares globalmente.
O lançamento em desenvolvimento integra a estratégia de inovação da empresa em herbicidas inibidores da protoporfirinogênio oxidase (PPO), mecanismo de ação utilizado há décadas no controle de plantas daninhas e no gerenciamento da resistência a herbicidas.
A necessidade de novas alternativas tem aumentado diante do avanço de populações resistentes em culturas de grande relevância econômica, como soja, milho e algodão. Paralelamente, mudanças regulatórias vêm reduzindo a disponibilidade de determinados ingredientes ativos em diferentes mercados, pressionando a indústria a desenvolver novas ferramentas de controle.
Ação também sobre gramíneas
Um dos diferenciais apresentados pela BASF para o Replexor Active é seu espectro de atuação. Enquanto diversos herbicidas PPO são direcionados principalmente às plantas daninhas de folhas largas, o novo ingrediente também foi desenvolvido para controlar gramíneas anuais importantes.
Entre os alvos mencionados pela companhia estão espécies dos gêneros Eleusine, Echinochloa e Setaria. Como a resistência aos herbicidas PPO ainda é considerada pouco frequente entre gramíneas, a tecnologia poderá acrescentar uma alternativa aos programas destinados ao manejo de populações resistentes.
O Replexor Active amplia uma plataforma da BASF que já conta com tecnologias como Kixor e Tirexor. A proposta é permitir sua integração a diferentes estratégias de proteção de cultivos e gerenciamento de resistência.
Segundo Maximilian Becker, membro do Conselho de Administração da BASF Agricultural Solutions, o desenvolvimento busca responder à disponibilidade limitada de novas ferramentas para o controle de gramíneas resistentes nos últimos anos. A companhia pretende posicionar o ingrediente como complemento aos programas de manejo já utilizados pelos produtores.
Menores doses e compatibilidade com plantio direto
Além do espectro de controle, a BASF destaca a rapidez de ação e a possibilidade de utilização do Replexor Active em sistemas de plantio direto. A característica pode contribuir para práticas agrícolas voltadas à redução do revolvimento e da erosão do solo.
Outro atributo apresentado pela empresa é a eficácia em baixas doses de aplicação, o que reduz a quantidade de ingrediente ativo necessária por hectare e pode simplificar aspectos relacionados ao manuseio.
A companhia também trabalha no desenvolvimento de características de tolerância a herbicidas PPO. A combinação dessas tecnologias poderá ampliar a flexibilidade de aplicação do Replexor Active em diferentes programas de manejo.
Para Melanie Bausen-Wiens, membro do Conselho de Administração da BASF Agricultural Solutions responsável pela área de Tecnologia, o avanço do ingrediente para a etapa regulatória reflete os investimentos da empresa em pesquisa e desenvolvimento e a estratégia de converter inovação em novas ferramentas para a proteção de cultivos.
Com o início dos registros em mercados agrícolas estratégicos, a BASF avança mais uma etapa no desenvolvimento comercial do Replexor Active, enquanto a indústria de proteção de cultivos busca novas soluções para enfrentar a evolução da resistência de plantas daninhas e a redução das opções disponíveis aos produtores.

