O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho de primeira safra no Rio Grande do Sul após uma revisão técnica na metodologia aplicada ao cálculo do risco de geadas.
A atualização altera as janelas de semeadura para municípios da região noroeste do estado e já está disponível no Painel de Indicação de Riscos.
A revisão foi realizada após manifestações do setor produtivo, que levaram o grupo de trabalho responsável pelo Zarc a identificar um equívoco no pós-processamento dos dados. Durante a reavaliação, a equipe técnica da Embrapa verificou que o modelo considerava como críticos os períodos de semeadura, quando a análise correta deveria ser baseada na fase de pós-emergência da cultura. A inconsistência resultava em uma superestimação do risco de geadas em alguns municípios.
Segundo o Mapa, a correção permite que os resultados reflitam adequadamente a metodologia adotada para o zoneamento, tornando as recomendações de plantio mais precisas para os produtores. Apesar do ajuste, o ministério destaca que permanecem diferenças em relação ao zoneamento da safra anterior devido às atualizações metodológicas implementadas nesta edição do estudo.
Entre as mudanças, estão a utilização de uma base meteorológica mais ampla, com dados de 1992 a 2022 e maior número de estações meteorológicas, além da adoção de um novo modelo de classificação dos solos. A metodologia passou de três para seis níveis de água disponível, considerando a composição de areia, silte e argila, com o objetivo de aperfeiçoar as recomendações agronômicas e ampliar a aderência às condições edafoclimáticas das diferentes regiões produtoras.

