Fabricantes avançam no uso de inteligência artificial para ampliar precisão, eficiência e autonomia nas operações agrícolas.
A John Deere e o Grupo AGCO estão ampliando os investimentos em automação e inteligência artificial aplicadas à agricultura, com o objetivo de desenvolver máquinas e sistemas capazes de operar com níveis crescentes de autonomia. As estratégias foram apresentadas durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), realizado em São Paulo nos dias 1º e 2 de outubro.
Na John Deere, o desenvolvimento tecnológico está direcionado para uma nova etapa de digitalização das operações agrícolas. A companhia trabalha com a meta de disponibilizar sistemas completamente autônomos a partir de 2030.
Segundo Cristiano Correia, vice-presidente global da John Deere, o setor caminha da agricultura de precisão para o que a empresa define como “agricultura de decisão”, na qual dados e tecnologias digitais assumem participação maior na definição e execução das operações.
A fabricante também destinou R$ 180 milhões a um centro dedicado ao desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias de automação.
IA amplia precisão na aplicação de insumos
Entre as frentes exploradas pela John Deere estão inteligência artificial e visão computacional aplicadas às atividades agrícolas. Essas tecnologias permitem identificar condições específicas da lavoura e aprimorar a precisão das operações, inclusive durante a aplicação de produtos.
A estratégia busca combinar maior eficiência operacional com melhor aproveitamento dos insumos, reduzindo intervenções desnecessárias e aumentando a capacidade das máquinas de executar tarefas a partir das informações coletadas no campo.
AGCO amplia desenvolvimento de sistemas autônomos
O Grupo AGCO, proprietário de marcas como Fendt e Valtra, também direciona investimentos para tecnologias capazes de elevar os níveis de automação das máquinas agrícolas.
Marcelo Traldi, vice-presidente das marcas Fendt e Valtra na América Latina, afirmou que a automação já integra os investimentos da companhia e deverá assumir participação crescente nas operações agrícolas.
A estratégia envolve o desenvolvimento de soluções que auxiliem tanto na execução das atividades quanto no controle operacional e na tomada de decisões.
Os movimentos das duas fabricantes demonstram uma evolução da mecanização agrícola em direção a equipamentos mais conectados e capazes de interpretar dados em tempo real. Com inteligência artificial, sensores e visão computacional, a indústria busca avançar de sistemas de assistência ao operador para tecnologias com maior capacidade de executar operações de maneira autônoma.

