Gapper chega ao Brasil com tecnologia Rinskor active para ampliar as alternativas na dessecação pré-colheita da soja.
A Corteva Agriscience lançou no mercado brasileiro o Gapper, herbicida sistêmico desenvolvido para a dessecação pré-colheita da soja. Formulado com florpyrauxifen-benzyl e baseado na tecnologia Rinskor active, o produto introduz uma nova alternativa em um segmento no qual predominam herbicidas de contato e amplia as possibilidades de manejo no período que antecede a colheita.
Segundo a companhia, o desenvolvimento do produto envolveu ensaios de campo conduzidos em diferentes regiões brasileiras desde a safra 2019/2020. Os trabalhos avaliaram a eficiência do ingrediente ativo na dessecação e compararam seu desempenho com soluções já disponíveis no mercado. A partir da safra seguinte, o projeto avançou para estudos que deram suporte ao registro e à avaliação de resíduos.
Um dos principais diferenciais técnicos está no caráter sistêmico do Gapper. A proposta é permitir que a soja continue realizando fotossíntese e enchendo os grãos durante parte do processo de dessecação, ao mesmo tempo em que ocorre a antecipação e a uniformização da maturação para a colheita. Segundo a Corteva, a solução já foi utilizada em mais de 900 áreas de avaliação e uso.
A dessecação pré-colheita é utilizada para favorecer maior uniformidade da lavoura e possibilitar a antecipação da colheita. No sistema brasileiro de produção, essa estratégia também pode contribuir para o planejamento da cultura seguinte, especialmente em regiões nas quais a soja é sucedida pelo milho.
Tecnologia Rinskor active
A tecnologia Rinskor active é baseada na molécula florpyrauxifen-benzyl e já possui aplicações em diferentes culturas. No Gapper, a tecnologia é direcionada à maturação da soja e ao controle de plantas daninhas de folhas largas. De acordo com a empresa, pequenas quantidades do ingrediente ativo são suficientes para proporcionar atividade na maturação e no controle dessas espécies.
O produto também amplia as possibilidades de posicionamento ao longo da safra. Além do uso na soja para maturação e dessecação, a Corteva recomenda diferentes doses para o controle de folhas largas antes do plantio do milho safrinha e do milho verão. Dessa forma, a companhia posiciona o herbicida como uma solução aplicável em diferentes momentos do sistema produtivo.
Desenvolvimento em condições brasileiras
Os resultados apresentados pela Corteva apontam que o posicionamento correto do produto pode contribuir para maior uniformidade da maturação e melhor organização da operação de colheita. A companhia também destaca a importância de fatores como estágio da cultura, condições climáticas, cobertura da pulverização e acompanhamento técnico para o desempenho da tecnologia.
Experiências relatadas em diferentes regiões produtoras indicaram ainda efeitos relacionados à redução de perdas na colheita e à preparação das áreas para culturas subsequentes. A própria empresa ressalta, entretanto, que resultados de produtividade e rentabilidade dependem não apenas da aplicação do herbicida, mas também de condições de clima, solo, manejo e outros fatores do sistema produtivo.

